CONSERVADORISMOS E MILITARIZAÇÃO DA ESCOLA PÚBLICA
Os conservadorismos nas sociedades atuais se manifestam de diferentes formas,
tanto nas políticas como nas práticas cotidianas que são desenvolvidas em diferentes
grupos e instituições. A militarização da educação e da escola, uma das políticas mais
conservadoras dos nossos tempos, cresce no âmbito da hipermilitarização das
sociedades, não só no Brasil. Em nosso país esse processo avança junto com os demais
conservadorismos, que deturpam e ressignificam conceitos e preceitos fundantes para
democracia, para a construção de uma sociedade que caiba a diversidade e seja
vocacionada a instituir e defender espaços democráticos.
Os conservadores defendem a manutenção de uma sociedade pautada no
patriarcado, na misoginia, no racismo, sexismo, violência de gênero, na intolerância às
práticas religiosas de grupos não majoritários e nas desigualdades raciais, sociais e de gênero.
Esses grupos deturpam o sentido de preceitos fundamentais como liberdade de
expressão, respeito, disciplina, segurança, qualidade, diversidade e tantos outros. A
lógica conservadora vê liberdade de expressão como autorização para aniquilar e
violentar física e simbolicamente os que pensam e agem diferente. Disciplina é coerção,
submissão à ordem estabelecida hierarquicamente, controle, intimidação e dominação
do outro. Respeito é obediência. Segurança é vigilância e controle. Qualidade é
padronização e métrica. Diversidade é bandeira de gente chata.
Nesse sentido, militarizar a educação e a escola é uma ação dos conservadores e
extremistas para expandir seu projeto político educativo na contramão da educação para
a democracia.
ISBN: 978-65-6237-013-3 [versão impressa]
ISBN: 978-65-6237-014-0 [versão digital]
Páginas: 468
Formato: 16 x 23
Acabamento: Brochura
Edição: 1ª
Idioma: Português
Ano: 2026
